Guillermo del Toro brinda-nos com este magnífico filme ,que dirige e escreve.
“El Labrinto del Fauno” é simplesmente um daqueles filmes que têm de ser vistos, é um exemplo daquilo que eleva cinema a arte, é exemplo ainda de como o cinema mexicano , é sem dúvida actualmente dos melhores do mundo.
Belas intrepretações destacando-se: Ivana Baquero no papel de Ofelia, uma adolescente que vê-se obrigada a ir viver com sua mãe num acampamento onde seu padrasto o macábro Capitão fascista Vidal (muitíssimo bem intrepretado por Sergi López, destaco ainda Maribel Verdú no papel de Mercedes e Ivan Massagué como Tarta). Nesse mesmo acampamento Ofelia comhece um Fauno que lhe apresenta a todo um novo reino, da qual el é princesa, mas para lá chegar terá que passar por três testes. O mundo fantasioso a que Guillermo já nos habituou, neste filme está absolutamente genial, não caíndo em exageros de maior tornando-o tão mais credível. Desataque ainda para a boa caracterização tanto do Fauno como do Homem Pálido.
SE AINDA NÃO VIU O FILME NÃO LEIA A PARTIR DAQUI ATÉ O FAZER :D
O final deixa-nos a opcção de aceitarmos a fantasia como sendo real , ou se quisermos realmente aceitar a realidade de que nada passou que não um mecanismo de defesa de Ofelia para escapar à dura realidade em que se encontrava. Uma nova visão do pós guerra Cívil Espanhol, onde ocorrem batalhas entre republicanos e o exército fascista espanhol, Guillermo não dá destaque às batalhas em si, mas sim destaca aquilo que a guerra transforma os Homens em.
Tudo isto numa época em que o mundo está imerso em sangue e medo (decorre a 2ª Guerra Mundial), vemos a fantasia de uma criança permitir-lhe escapar de todos os horrores que acontecem à sua volta. É uma dura visão do rídiculo que é a guerra, e deixa-nos com um nó na garganta durante dias...
Excelente post pah, fiquei com vontade de rever ( novamente ) o filme. Por acaso inspiraste-me a postar uma pequena homenagem ao del Toro ( e a outros 2 génios ) no "art is fucking dead" - continua assim que o blog está muito fixe |m|
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