domingo, 19 de julho de 2009

“Diarios de Motocicleta” - Uma viagem que marcou um homem, um homem que marcou o mundo.


“Diarios de Motocicleta” (2004) é simplesmente dos melhores filmes feitos. Trata da famosa viagem de motociclo dos dois amigos Argentinos Ernesto "Che" Guevara e Alberto Granado pelo continente Sul Americano. O então estudante de medicina “Che” e seu companheiro de viagem e recém licenciado bioquímico depararam-se com todo um Continente empobrecido e de gente explorada, situação que o levou a repudiar o Imperialísmo. Alguns dos episódios marcantes para “Che” recriados neste filme podemos destacar a visita a uma idosa nas portas da morte em que ele tem nocção que nada poderá fazer, quando conhece e se depara com as condições de mineiros de Chuquicamata (Chile), a colónia de leprosos em San Pablo (Perú) onde fez voluntariado juntamente com Alberto.

Filme com fenomonais intrepretações tanto de Gael García Bernal no papel de “Che” (aliás já nos habituou a grandes intrepretações recordo “Amorres Perros”, “La science des rêves”, “Babel”) como de Rodrigo De la Serna ( recordo-me de uma outra excelente intrepretação sua em “Crónica de una Fuga”), outro ponto alto do filme é a sua banda sonora, sendo que ganhou inclusíve um Óscar para melhor canção original pelo tema “Al otro lado del río” de Jorge Drexle.

Uma viagem que mudou um homem, levando-o a lutar pelas suas convicções ,conhecida é a sua importância na revolução Cubana, mas “Che” tomou ainda acções de guerrilha anti-Imperialistas em locais como o Congo ou a Bolívia ( onde acabou por ser captorado e morto aos 39 anos pelo exército Boliviano com alegado concentimento da CIA).

Mas o que poderemos realmente levar da vida de Che, não poderemos certamente concordar com todas as suas acções. Li uma vez um comentário acerca de “Che” que considero ser o âmego para a sua compreensão era algo do género , “Ernesto não foi uma figura celestial nem o contrário é verdade”, como homem esteve condicionado a fazer bem assim como fazer o mal. Com a sua morte, muitos só passaram a ver uma dessas facetas, vejamos-o simplesmente como homem, homem que viu o que a ganância humana é capaz, homem que viu o perigo da indiferênça, homem que acreditou que poderia marcar a diferença.

Muito mais importante que as suas acções foi sem dúvida a sua “viagem” e o seu abrir de olhos em relação à sociedade., tenhamos essa capacidade de ver o que está de mal na sociedade, mas não esqueçamos a outra face que a sociedade por vezes apresenta.

Sem comentários:

Enviar um comentário