terça-feira, 28 de julho de 2009

Beirut



Já era tempo de eu falar de Beirut, alguém me fez ver isso esta madrugada (lol) , Zach Condon vocalista e fundador de Beirut é o homem por detrás do projecto e é um assumido apaixonado por Paris e pelas diferentes culturas que por lá descobriu , em especial a música Balcã e de toda a região do Leste Europeu , que é bem audível na sua música. Zach Condon é natural dos Estados Unidos , e entre regressos e desistências da escola , fez uma viagem pela Europa onde descobriu esta sonoridade. Ahhh um aspecto interessante é o facto de ele ter estudado português, talvez devido ao facto de tocar Ukulele, que tem origem na braguinha que foi levado por emigrantes madeirenses para o Havai, onde fundiu-se com a música local para além do ukelele, Zach toca trompete, ou mesmo uma concha (audível em algumas músicas).

Para ouvir deixo o grande tema e primeiro videoclip oficial da banda “Elephant Gun” (ver vídeo acima) abaixo uma actuação de “Nantes” nas ruas de Paris, actuação esta retirada de “Take Away Show”.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

TGR

Finalmente o videoclip para "That Golde Rule" de Biffy Clyro, canção esta sobre a qual já postei anterioremente, consultar "That Golde Rule"

"Devil in a Midnight Mass"


Billy Tallent é uma banda canadiana, que de acordo com os mesmos são influênciados por vários géneros. Mas eu os vejo primordialmente como uma banda Punk, em especial se ouvirmos músicas como “Red Flag” com toda a sua rebeldia e anarquismo, tão característico da cena punk.O video acima é retirado do DVD do concerto que deram em Brixton (Inglaterra), tem “Devil in a Midnight Mass”seguido de “Red Flag”.

Mas agora a falar na música que me levou a postar “Devil in a Midnight Mass” ela é sobre um padre católico de Boston (Estados Unidos) acusado de pedofilia, onde a igreja limitou-se a destaca-lo para outras paróquias, sempre que surgissem suspeitas e rumores. Finalmente foi levado a tribunal , onde foi acusado de molestar 150 crianças ao longo de trinta anos de prática. Após ser condenado acabou por ser morto por outro preso , após este ter descoberto o crime praticado.

O vocalista de “Billy Talent” diz que quando escreveu a música não pretendia atacar a igreja católica , concordo com esta sua visão, pois na verdade não podemos culpabilizar toda uma instituição pelo erros de alguns, o que não da para entender é a acção tomada por parte da igreja em fechar os olhos ás várias acusações , a meu ver esta é a principal razão da imagem negativa, que a igreja católica actualmente tem (em especial nos Estados Unidos), pois já por várias vezes padres acusados de pedofilia (antes de serem formalmente acusados na justiça) foram apenas mudados de paróquia. Se podemos advogar que um homem é inocente até ser provado contrário, de forma alguma crianças poderão ser colocadas em perigo, a igreja deveria ser a primeira a tomar acções. Ao surgirem indícios, deveria ser a primeira a tomar medidas e afastar esses mesmos padres da trabalhar junto da comunidade em especial junto a crianças, até ser provado a sua inocência ou culpa.

Deixo a lertra abaixo, destacando o verso “He prayed behind stained glass” este verso é em especial bem escrito , ele rezava por detrás de um vidro manchado, “prayed” assim escrito é rezar mas “preyed” é caçar, é fazer algo sua presa, apesar de escrevem-se de forma diferente são pronunciadas da mesma forma.


“Yeah !

A devil in a midnight mass,
He prayed behind stained glass
A memory of Sunday class
Resurrected from the past

Hold your breath and count to four
Pinky swears don't work no more
Footsteps down the hallway floor
Getting closer to my door
I was alive but now I'm singing

Silent night for the rest of my life
Silent night for the rest of my life
Violent knight at the edge of your knife
"Forgive me Father!" won't make it right
Silent night for the rest of my life
Silent knight at the edge of your knife
You're Guilty!

A devil in a midnight mass,
killed the boy inside the man
The holy water in his hands
Can never wash away his sins

Hold your breath and count to four
Pinky swears don't work no more
Put my trust in God that day
Not the man that taught his way
I was alive but now I'm singing

Silent night for the rest of my life
Silent night for the rest of my life
Violent knight at the edge of your knife
"Forgive me Father!" won't make it right
Silent night for the rest of my life
Silent night at the edge of your knife
You're guilty

Whisper, whisper, don't make a sound
your bed is made it's in the ground (x6)


sábado, 25 de julho de 2009

A beleza do clássico

Para quem não sabe o género metal tem origens na música clássica , por isso não é de estranhar que surgam projectos como os finlandesesApocalyptica, músicos com formação clássica que intrepretam metal. Iniciaram a carreira com um albúm de covers de Mettallica (ver vídeo abaixo em que intrepretam “The Unforgiven”), posterioremente fizeram covers a bandas como Sepultura ou Pantera, mas também lançaram albúns de originais, sendo o mais recente o de 2007 “Worlds Collide”, que para ser honesto foi algo decepcionante.


Mais recentemente deparei-me com um projecto americano patricionado pela Vitamin Records, que e de acordo com os mesmos fazem tributos a “algumas” bandas de metal e não só, sendo a lista de bandas enorme (e é mesmo enorme) desde AC/DC, Led Zeppelin, Guns’n Roses, Nirvana, Queen , Iron Maiden, Linkin Park, Dragon Force, My Chemichal Romance, Red Hot Chilli Peppers, Him, Staind, Incubus, Muse (ver intrepretação de “New Born” mais abaixo)... Sendo que a música é intrepretada por quartetos de cordas (comum de se ver em música clássica, composta normalmente por um arranjo de dois violinos, um violoncelo e uma viola de arco) sendo que o quarteto é composto por músicos convidados que vão alternando de álbum para álbum. Muitas músicas não estão bem concebidas , mas no geral vale a pena arranjar nem que seja só pelo tributo à vossa banda favorita, no entanto fica a questão para quando In Flames e Biffy Clyro?


Para ouvir deixo ainda e para quem ainda pensa que metal e o “clássico “ são incompatíveis, Metallica e a Orquestra de São Francisco, numa genial intrepretação de “Master of Puppets”. Tenho que admitir que é das minhas canções favoritas de Metallica e o primeiro solo desta música é das minhas favoritas de qualquer solo, arrepio-me sempre ao ouvi-lo e sim (e sei que vou ser gozado por isto :D ) admito que já várias vezes vieram-me lágrimas aos olhos ao ouvir esse solo...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Six Day War"



Tenho de ser honesto , como tantos conheci esta música a partir de um versão feita pelo dj Shadow, que ouvi na banda sonora de um filme, mas a letra chamou-me a atenção. Descobri então a versão original que é arrepiante tanto pela simplicidade da melodia como pela dureza da letra, foi lançada em 1971 pela banda de rock de Liverpool Colonel Bagshot”.

Já em relação à versão do DJ Shadow, se por um lado podem afirmar que ele tornou a música mais contemporânia, mas de forma alguma é melhor que a original, basta ver o videoclip do tal Dj (pois a meu ver mostra muito acerca da intrepretação que o artista faz da música),e é simplesmente decepcionante, pois ele agarrou nesta música e transformou-a num pseudo-drama, acerca de uma relação amorosa que durou seis dias, o que na verdade é como transformar In Flames em Lordes (para quem não sabe são uns músicos pimba de São Vicente). Pois a original é acerca da “guerra dos seis dias” que decorreu de 05 de Junho de 1967 a 10 de Junho do mesmo ano, entre Israel e três países vizinhos Egipto, Síria e Jordânia. Após a guerra Israel ocupou e passou a controlar regiões como a faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém Ocidental , a Península de Sinai. Só em baixas do exército houve: 800 soldados Israelitas, 9800 soldados Egipcios, 700 Jordanos, e 2500 soldados Sírios.

Podia terminar com uma reflexão da guerra e de como tão pouco mudou ao longo dos anos, tornando esta letra intemporal, em vez disso deixo a letra da música, deixando a reflexão para quem a lê.

"At the starting of the week
At summit talks you'll hear them speak
It's only Monday
Negotiations breaking down
See those leaders start to frown
It's sword and gun day

Tomorrow never comes until it's too late

You could be sitting taking lunch
The news will hit you like a punch
It's only Tuesday
You never thought we'd go to war
After all the things we saw
It's April Fools day

Tomorrow never comes until it's too late

We'll all go running underground
And we'll be listening for the sound
It's only Wednesday
In your shelter dimly lit
Take some wool and learn to knit
Cause it's a long day


Tomorrow never comes until it's too late

You hear a whistling overhead
Are you alive or are you dead?
It's only Thursday
You feel a shaking on the ground
A billion candles burn around
Is it your birthday?

Tomorrow never comes until it's too late

Although that shelter is your home
A living space you have outgrown
It's only Friday
As you come out to the light
Can your eyes behold the sight?
It must be doomsday

Tomorrow never comes until it's too late

Ain't it funny how men think
They made the bomb, they are extinct
It's only Saturday

I think tomorrow's come I think it's too late
I think tomorrow's come I think it's too late
Think tomorrow's come I think it's too late"

domingo, 19 de julho de 2009

“Diarios de Motocicleta” - Uma viagem que marcou um homem, um homem que marcou o mundo.


“Diarios de Motocicleta” (2004) é simplesmente dos melhores filmes feitos. Trata da famosa viagem de motociclo dos dois amigos Argentinos Ernesto "Che" Guevara e Alberto Granado pelo continente Sul Americano. O então estudante de medicina “Che” e seu companheiro de viagem e recém licenciado bioquímico depararam-se com todo um Continente empobrecido e de gente explorada, situação que o levou a repudiar o Imperialísmo. Alguns dos episódios marcantes para “Che” recriados neste filme podemos destacar a visita a uma idosa nas portas da morte em que ele tem nocção que nada poderá fazer, quando conhece e se depara com as condições de mineiros de Chuquicamata (Chile), a colónia de leprosos em San Pablo (Perú) onde fez voluntariado juntamente com Alberto.

Filme com fenomonais intrepretações tanto de Gael García Bernal no papel de “Che” (aliás já nos habituou a grandes intrepretações recordo “Amorres Perros”, “La science des rêves”, “Babel”) como de Rodrigo De la Serna ( recordo-me de uma outra excelente intrepretação sua em “Crónica de una Fuga”), outro ponto alto do filme é a sua banda sonora, sendo que ganhou inclusíve um Óscar para melhor canção original pelo tema “Al otro lado del río” de Jorge Drexle.

Uma viagem que mudou um homem, levando-o a lutar pelas suas convicções ,conhecida é a sua importância na revolução Cubana, mas “Che” tomou ainda acções de guerrilha anti-Imperialistas em locais como o Congo ou a Bolívia ( onde acabou por ser captorado e morto aos 39 anos pelo exército Boliviano com alegado concentimento da CIA).

Mas o que poderemos realmente levar da vida de Che, não poderemos certamente concordar com todas as suas acções. Li uma vez um comentário acerca de “Che” que considero ser o âmego para a sua compreensão era algo do género , “Ernesto não foi uma figura celestial nem o contrário é verdade”, como homem esteve condicionado a fazer bem assim como fazer o mal. Com a sua morte, muitos só passaram a ver uma dessas facetas, vejamos-o simplesmente como homem, homem que viu o que a ganância humana é capaz, homem que viu o perigo da indiferênça, homem que acreditou que poderia marcar a diferença.

Muito mais importante que as suas acções foi sem dúvida a sua “viagem” e o seu abrir de olhos em relação à sociedade., tenhamos essa capacidade de ver o que está de mal na sociedade, mas não esqueçamos a outra face que a sociedade por vezes apresenta.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

“El Labrinto del Fauno” – Reino real ou refúgio à realidade?


Guillermo del Toro brinda-nos com este magnífico filme ,que dirige e escreve.

“El Labrinto del Fauno” é simplesmente um daqueles filmes que têm de ser vistos, é um exemplo daquilo que eleva cinema a arte, é exemplo ainda de como o cinema mexicano , é sem dúvida actualmente dos melhores do mundo.

Belas intrepretações destacando-se: Ivana Baquero no papel de Ofelia, uma adolescente que vê-se obrigada a ir viver com sua mãe num acampamento onde seu padrasto o macábro Capitão fascista Vidal (muitíssimo bem intrepretado por Sergi López, destaco ainda Maribel Verdú no papel de Mercedes e Ivan Massagué como Tarta). Nesse mesmo acampamento Ofelia comhece um Fauno que lhe apresenta a todo um novo reino, da qual el é princesa, mas para lá chegar terá que passar por três testes. O mundo fantasioso a que Guillermo já nos habituou, neste filme está absolutamente genial, não caíndo em exageros de maior tornando-o tão mais credível. Desataque ainda para a boa caracterização tanto do Fauno como do Homem Pálido.

SE AINDA NÃO VIU O FILME NÃO LEIA A PARTIR DAQUI ATÉ O FAZER :D

O final deixa-nos a opcção de aceitarmos a fantasia como sendo real , ou se quisermos realmente aceitar a realidade de que nada passou que não um mecanismo de defesa de Ofelia para escapar à dura realidade em que se encontrava. Uma nova visão do pós guerra Cívil Espanhol, onde ocorrem batalhas entre republicanos e o exército fascista espanhol, Guillermo não dá destaque às batalhas em si, mas sim destaca aquilo que a guerra transforma os Homens em.

Tudo isto numa época em que o mundo está imerso em sangue e medo (decorre a 2ª Guerra Mundial), vemos a fantasia de uma criança permitir-lhe escapar de todos os horrores que acontecem à sua volta. É uma dura visão do rídiculo que é a guerra, e deixa-nos com um nó na garganta durante dias...

Reino Unido, andam a deitar alguma coisa na água...

O que dizer acerca do Reino Unido? No mínimo é um terreno propício a grandes bandas, basta ver o histórial: Led Zeppelin, Queen, Iron Maiden, The Clash, The Who, Dire Staits, Pink Floyd, Rolling Stones, The Cure... só para referir alguns.

Daí a minha teoria que vossa majestade é uma roqueira e que descobriu alguma fórmula mágica do rock nas catacumbas do Palácio de Buckingham, e anda a espalha-la no sistema de águas de toda o Reino Unido. E a verdade é que a fórmula tem vindo a ser aprefeiçoada, pois surgiu no passado recente grandes senhores como Radiohead, Muse, e claro os inigualáveis Biffy Clyro.Que cimentaram o Reino Unido como um dos maiores productores de música de qualidade. Surgiram ainda bandas como Arctic Monkeys, The Edditors, Bloc Party, The Libbertines, People In Planes que ja alcançaram sucesso (talvez dos referidos os que tiveram menos sucesso são mesmo People in Planes) mas atenção que não quero com isto dizer que sucesso é equivalente a qualidade.

Qualidade esta que ainda surge em bandas de pop (pop-rock), que dão o “ar da sua graça” (de repente transformei-me no António Sala com esta expressão) recordo-me de por exemplo Blur, Oasis ou Coldplay que conseguem surpreender (se bem que coldplay tendem a copiar riffs e melodias de outras bandas).

Pelo que se a minha teoria da raínha estiver correcta, então concordo com o hino Inglês “God Save the Queen”.


P.S.- Como sugestão para ouvir (ver video abaixo), deixo um cover que Muse fizeram a “Please Please Please Let Me Get What I Want” de The Smiths (sim ambas as bandas são Britânicas :D ), o que dizer desta música, é simplesmente muito boa, a letra mesmo parecendo simples é profunda, aqui Muse conseguiram acompanhar a angústia da letra com guitarras que parecem sofrer.

O que se fazia de bom no Nu metal


Já la vão uns bons dez anos desde que ouvi o tema de Deftones “My Own Summer (shove it)”, (ver video acima), na altura a musica não era muito recente, pois é retirado do albúm “Around the Fur” de 1997. Ainda me recordo que ouvi a música num jogo de Skate para consola, era um jogo sem sucesso que como não podia competir com títulos como “Tony Hawk pro skater”, apostaram na banda sonora, de onde se podia ouvir este tema, ou ainda “Push it ” de Static-X. Foi a partir daqui que comecei a prestar mais atenção ao metal e ao rock se assim o quisermos chamar, (se bem que mesmo antes ouvia Nirvana graças à minha irmã, props Mich) consegui inclusive arrastar alguns dos meus amigos para este “novo” som.

Comecei a minha demanda que se inicou por bandas de Nu-metal, assim surgiram Korn, Slipknot, Drowning pool, Rage Against the Machine, Limp Bizkit, P.O.D. , Linkin Park (cujos primeiros dois albuns “Hybrid Theory” e ”Reanimation” são os que se pode aproveitar) entre outros, pelo que comecei a apreciar e celebrar o facto de ouvir música que a grande maioria de alunos da escola não ouvia (à excepção de Linkin Park cujo sucesso foi enorme).

Regressando a Deftones sempre apreciei o sonoridade mais obscura por assim dizer, em grande parte graças à forma de Chino cantar. Conseguindo fazer tanto músicas como esta “My Own Summer (shove it)” como umas mais calmas como o grande tema “Digital Bath” (ver video abaixo) ou “Change” e mesmo “Shut up and drive (far away)” sempre com uma sonoridade algo sinistra.

Apesar daquilo que muitos dizem em blogues e forums na net, de que Nu metal "é coisa pa putos" eu ainda ouço e aprecio estas bandas , pois para mim foi aqui que tudo começou...


domingo, 12 de julho de 2009

Into the wild – “When you want something in life, you just gotta reach out and grab it.”

Sean Pean, após se provar como grande actor em filmes como “Mystic River”, “21 Grams” ou “I am Sam”, sendo que mais recentemente ganhou finalmente um óscar pela sua intrepretação em “Milk” (que ainda não tive oportunidade de ver), senta-se na cadeira de realizador e faz uma estreia em grande.“Into the Wild” é baseado na história verídica de Chris McCandless um jovem de uma família abastada , que abandona riquezas e parte rumo a Alasca numa demanda para se encontrar. Argumento muito bem adaptado, visualmente é arrbetador mostrando grandes planos da América do Norte, brilhante intrepretação por parte de Emile Hirsch que já havia demonstrado aptidões de ser um bom actor em “Alpha Dog”, pelo que nesta intrepretação faz nos esquecer que é um actor e se torna em Chris McCandless, outras boas intrepretações temos o de William Hurt (como Walt McCandless o pai de Chris) temos ainda Hal Holbrook (como Ron Franz um idoso isolado do mundo) ou mesmo Vince Vaughn (como Wayne Westerberg amigo e patrão de Chris) que apesar de não brilhar devido ao papel em si, é bem intrepretado. Importante referir ainda a banda sonora do filme, que toda ela foi feita por Eddie Vedder (Pearl Jam) que consegue captar a essência, a importância, os altos e baixos da viagem de McCandless assim como as suas emoções, em especial com temas como “Hard Sun”, “Society”, “Rise, ” “Long Nights ” e “No Ceilling” (a cena do filme em que esta música surge é no mínimo arrepiante, em que realmente sentimos a sua alegria e liberdade).

Mas chega do filme, cuja essência é Chris McCandless. Mais importante é o porquê da sua busca? Viagem esta ( a busca de si ) que todos deveríamos realizar, de forma a conhecrmo-nos melhor ao mesmo tempo conhecendo melhor o Homem. Reflectir acerca da nossa existência, do lugar que ocupámos, ter a capacidade de olhar para a sociedade e dizer, Não! isto está mal. Não confundámos isto com ausência de leis, mas sim a capacidade de ver o que está de bem e mal com a sociedade melhorando-a ou pelo menos melhorar-nos a nós , não nos conformemos pelo simples facto de não nadar contra a maré. Nunca esqueçamos que existe algo muito mais importantes que dinheiro neste mundo, há muito mais para dar aos outros que não material , há a inigualável força do espírito humano


sábado, 11 de julho de 2009

Há bandas e há bandas sonoras.

Há bandas e há bandas sonoras, a verdade é essa. Existe música que ouvimos e gostámos ou não, no entanto existem outras que se elevam a banda sonora, marcam uma emoção , um momento , um estado, uma pessoa.

Vendo bem há muitos albuns que me marcaram, por vezes até nem pela qualidade da mesma ou sequer da banda, mas pela emoção que imprimem, por aquilo a que nos permitem ou permitiram: aceitar a dúvida, esquecer, encarar o dia, sobreviver...

Passo a exemplificar, recordo-me de um álbum de All That Remains intitulado “The Fall of Ideals”, é um album grandioso? Nem por isso. Noutras circunstâncias poderia até me passar ao lado , assim o é, que até passou, pois haviam-me emprestado o álbum (props ao Shark) e só o ouvi realmente passado meses. Não me intrepetem mal, adoro o álbum e All That Remains é uma banda sólida, e apesar de não serem extroardinários, marcaram um período da minha vida. Ainda hoje tenho dificuldades em ouvir o álbum sem ser sugado para esse período, é um álbum que não sou capaz de ouvir de ânimo leve, pois canções como “Not alone”, “This callng”, “Whispers (I hear you)”, “Six”, “The air that i breath”elevaram-se a hinos.

Acredito realmente na força da música, sei que soa um tanto ou quanto piegas, mas a verdade é que o Homem molda a art ,mas é também moldado por ela.


MY SHADOW - Apenas algo que escrevi há algum tempo.

I hide from my future self,

he looks down on me in shame.

And I cant seem to escape,

from these roots of defeat.

How to run from one's self?

The answer is forever distant.

The dark closes down on me,

in this my own shadow…

"That golden rule"




São sem dúvida "Some kind of Wizard", Biffy Clyro (yeap o trio esta de volta e em grande, como seria de esperar). Ja é possível ouvir “That golden rule”, e o que dizer acerca dessa canção? Simplesmente é Biffy, riffs doentios , sonoridade épica, letra inteligente, vocals surprendentes em que Simon volta a mostrar o porquê ser dos melhores vocalistas da actualidade e claro os gémeos Johnston ao mesmo nível de sempre -espantosos , de forma resuminda é simplesmente BIFFY. Não pretendo fazer nenhuma espécie de review ,até porque dizer bem desta canção ou desta banda é dizer pouco, simplesmente pretendo “comemorar”.

Sem dúvida que o albúm que se aproxima será a melhor do ano, so é pena Biffy ainda serem tão pouco conhecidos por cá, e é triste o facto de “albuns” como o de um Castelo Branco ou “bandas” de teen novelas, terem prateleiras cheias em locais como a Fnac, ao passo que este trio não ter sequer um dos seus quatro albúms à venda nessa mesma loja. A alternativa que a loja nos apresenta é encomendar, o que como seria de esperar aumenta o custo dos albúms. Mas nada disso intressa, o que realmente intressa é o regresso de Biffy Clyro dois anos após “Puzzle”, long live Biffy \m/.

P.S.- A título meramente de curiosidade e para quem não sabe golden rule é a premissa de tratar os outros como queremos ser tratados, esta premissa está presente em muitas culturas, no Ocidente é talvez mais ligada ao cristianismo. Mas não é de perto nem de longe uma inovação cristã , ela ja estava presente nos nativos americanos (que aplicavam o príncipio não apenas aos seres humanos, estamos tão vivos , quão vivo mantemos a terra), no budismo (não trates os outros de forma a que tu acharias ofensivo) no Hinduismo , no Islão, etc,etc...

COME CLARITY

Antes de tudo introduções... ao blog e não a mim , como qualquer desconhecido so darei ênfase ao nome, se bem que agora surge a mania de ao apresentar alguém não o fazer pelo nome ou por traços da personalidade, mas sim pela profissão , como tantas vezes ouço ahhh este é o meu filho “o” engenheiro, olá conhece o meu irmão? “o” ginecologista ( ok esta é menos frequente). É verdade que a nossa profissão nos modela , mas será que nos resumimos enquanto pessoas à nossa profissão? ...ahhh e não tou querendo pregar, se bem que até a mim me suou a tal.

Para já o endereço ta “send in the idiots” e não “Come Clarity” como inicialmente pretendia, por duas razões a primeira e mais importante é o facto desse endereço ja existir ( alguem achou piada criar um blog so com uma frase , bloqueando a possibilidade de usar esse mesmo endereço , consultem), então porquê “Send in the idiots”? Bem para já o nome tem “charme” depois é o título do mais recente livro que “estou” lendo , ( “estou” porque perdi o livro , mas espero eventualmente o encontrar, Livro se me ouves volta para casa , desculpa ter te rasgado a capa , foi acidental , juro...)

Bem mas para todos os efeitos considerem o blog como Come Clarity, que é o título de uma das musicas da enorme banda In Flames ( e nem vale a pena virem para cá comentar que eles tão em queda em relação a albuns anteriores , pah eles mudaram, mas isso acontece com todos nós,o que intressa é que continuam brutais instrumentalmente e com excelentes letras, In Flames we trust) , porquê esta música em especial ? Por tudo aquilo a que me recordo ao ouvi-la.

Em relação á “personalidade”do blog, logo se verá...